Digua NÃO à DENGUE

O que é a dengue?
A dengue é uma doença que causa uma infecção aguda. Ela é causada por um vírus que é transmitido pela picada de mosquitos urbanos do gênero Aedes, parecido com o pernilongo. Há quatro tipos de dengue, mas os mais comuns no Brasil são os 1 e 2. O tempo de incubação da doença varia de cinco a sete dias, podendo ser um pouco mais ou menos dependendo do caso.
O que é a dengue hemorrágica?
É o mais perigoso dos tipos de dengue, chamada tipo 3. Os sintomas iniciais são os mesmos da dengue comum. A diferença é que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos. A pessoa sente fortes dores no abdome e alterna sonolência com agitação. Se não tratada nos primeiros estágios, a dengue hemorrágica pode levar à morte.
Como se contrai a doença?
Qualquer pessoa pode contrair a dengue. A infecção ocorre através de picadas de mosquitos do tipo Aedes. O principal deles é o Aedes aegypti, muito parecido com os pernilongos convencionais. A picada é na maioria das vezes indolor e não causa marcas na pele, o que pode dificultar a identificação da doença. O mosquito passa a transmitir a doença depois do período de incubação, contado a partir de quando pica uma pessoa infectada. Este período pode durar de oito a 12 dias. Nos seres humanos, o vírus permanece em estado de incubação durante três a 15 dias até que os sintomas sejam percebidos.
Fora a picada do Aedes aegypti, existe alguma outra forma de se contrair a doença? Sexo sem Camisinha? Beijo? Transfusão de sangue?
É possível contrair dengue por transfusão de sangue, mas não há casos registrados recentemente. Os questionários aplicados aos doadores de sangue contêm questões referentes aos principais sintomas da doença, para evitar que os infectados a transmitam desta maneira. Não há transmissão por contato direto entre um doente com uma pessoa sadia, nem através de fontes de água ou alimentos.
Como sei que estou com dengue?
As manifestações iniciais são febre alta, dor de cabeça, aparência abatida, muita dor no corpo e, às vezes, vômitos. Podem aparecer manchas vermelhas no corpo, em alguns casos acompanhadas de coceira. Outros sintomas comuns são pequenos sangramentos no nariz e nas gengivas, dores no fundo do olho e sensibilidade à luz.
Em caso de suspeitas, quem devo procurar?
O ideal é procurar uma unidade de saúde da rede pública de saúde. Diversos hospitais já tem serviço especializado para suspeitas de dengue e o governo pode ter um melhor controle da epidemia. Caso prefira um médico particular, vá a um clínico geral.
Que exames indicam que estou com dengue?
A doença é detectada através de exames de sangue que avaliam os anticorpos do indivíduo
Qual o tratamento para a doença?
Não há tratamento específico para a dengue, por ser uma doença viral. Quando não há dúvida que a pessoa tem dengue, na maioria das vezes o médico pode recomendar que o tratamento seja feito em casa, combatendo seus sintomas com hidratação e antitérmicos. A recuperação tem início cerca de quatro dias após os primeiros sintomas, e pode ser completa em até dez dias. Algumas pessoas apresentam acentuada queda na pressão sangüínea nos três primeiros dias depois que a febre começa a ceder. Essa queda caracteriza a forma mais grave da doença, conhecida como "dengue hemorrágica", que ao contrário do que sugere o nome, não provoca sangramentos. Na maioria dos casos, a recuperação é normal e o doente não apresenta seqüelas. Mas a doença pode voltar a se desenvolver, se causada por outros tipos de vírus. Ao perceber qualquer dos sintomas, é importante procurar o médico. Deve-se evitar tomar remédios que não tenham sido indicados pelo médico. Alguns remédios indicados para dor e febre podem aumentar o risco de sangramento, como os que contêm ácido acetil-salicílico (AAS, aspirina) e podem ocasionar erupções na pele.
Como eliminar os criadouros do mosquito?
Manter cobertas as caixas d'água, vasos, barris, cisternas, pneus velhos e qualquer outro recipiente que possa reter água da chuva. Pessoas que cultivam plantas devem ter cuidado redobrado. Vasos com plantas aquáticas devem ter a água trocada e ser limpos com freqüência, de preferência com uma bucha ou escova. Já plantas que não necessitam de água podem ser transferidas para vasos com terra. Evite ter em casa plantas que acumulem água, como babosa, espada-de-São-Jorge, bambus, bananeiras e bromélias. Garrafas devem ser guardadas de cabeça para baixo, para evitar que acumulem a água da chuva, de preferência em um local coberto. Troque a água de bebedouros de animais diariamente. Mantenha limpas as calhas, lajes e piscinas. Produtos descartáveis, como copos plásticos, devem ser jogados no lixo e posteriormente entregues em postos de reciclagem. Como os ovos que as fêmeas põem nos recipientes com água parada e limpa ficam grudados em suas paredes, não é suficiente apenas trocar a água destes locais. É necessário limpá-los bem, de preferência com uma escova ou bucha, para que os ovos se soltem.
A água da piscina pode ser criadouro do mosquito?
Pode, se ela não for limpa freqüentemente e tratada com cloro.
Tenho bromélias. Como evito que os mosquitos se reproduzam nelas?
Especialistas recomendam colocar um inseticida, como o BTI, nelas.
Tenho plantas aquáticas. Como evito que os mosquitos se reproduzam nelas?
Especialistas dizem que o ideal é não ter essas plantas, pois elas podem se tornar focos do mosquito da dengue. Se possível, coloque terra no vaso ou lave-o toda semana, esfregando com uma bucha ou escova para retirar os ovos presos no vaso. No caso de lagos artificiais, o indicado é colocar peixes ornamentais, que comem as larvas do mosquito.
Velas de citronela e outros repelentes ajudam a combater a dengue?
Repelentes não são eficazes, pois têm efeito temporário e indeterminado.
Tomar vitamina B ajuda a evitar que o mosquito me ataque?
Não é eficaz, pois o efeito varia de acordo com o metabolismo da pessoa e pode não repelir completamente os mosquitos.

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Culto ao corpo pode causar distúrbios alimentares
Os Transtornos Alimentares constituem uma verdadeira "epidemia" que assola sociedades industrializadas e desenvolvidas acometendo, sobretudo, adolescentes e adultos jovens. De um modo geral, o pensamento falho e doentio das pessoas portadoras dessas patologias se caracteriza por uma obsessão pela perfeição do corpo. Na realidade, trata-se de uma "epidemia de culto ao corpo".
Essa "epidemia" se multiplica numa população patologicamente preocupada com a perfeição do corpo e que está sendo afetada por alterações psíquicas caracterizadas por distúrbios na representação pessoal do esquema corporal.
Os Transtornos Alimentares vêem aumentando sua incidência perigosamente e já começa a alarmar especialistas médicos, sociólogos, autoridades sanitárias.
Essa busca obsessiva da perfeição do corpo tem várias formas de se manifestar e, algumas delas, diferem notavelmente entre si. Existem os Transtornos Alimentares mais tradicionais, que são a Anorexia e Bulimia nervosa mas, não obstante, existem outros que se estimulam e desenvolvem na denominada "cultura do esbelto" (veremos abaixo). Essa patologia, é significativamente agravada pela valorização desmedida que algumas culturas modernas emprestam à estética corporal, sugerindo à pessoas mais vulneráveis que seria praticamente impossível conciliar a felicidade com uma discreta "barriguinha".
Todos estes Transtornos Alimentares compartilham alguns sintomas em comum, tais como, desejar uma imagem corporal perfeita e favorecer uma distorção da realidade diante do espelho. Isto ocorre porque, nas últimas décadas, ser fisicamente perfeito tem se convertido num dos objetivos principais (e estupidamente frívolos) das sociedades desenvolvidas. É uma meta imposta por novos modelos de vida, nos quais o aspecto físico parece ser o único sinônimo válido de êxito, felicidade e, inclusive, saúde.
Em países desenvolvidos, 93% das mulheres e 82% dos homens entrevistados estão preocupados com sua aparência e trabalham para melhorá-la. De um modo geral, desejar ardentemente ter uma imagem corporal perfeita não implica sofrer de alguma transtorno emocional, porém as possibilidades de que esta apareça é fortemente aumentada.
É na adolescência, quando a personalidade ainda não está plenamente configurada, que este tipo de obsessão se converte num pesadelo, agravado pelos modelos de perfeição e beleza que os meios de comunicação enfática e constantemente transmitem. Os jovens se sentem na obrigação de ter corpos perfeitos, extremamente "saudáveis", ainda que para tal se sacrifique a saúde e seu bem estar .
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Exercícios contra o Câncer de Mama
Um recente estudo realizado na Europa, mostra que fazer exercícios, já durante a adolescência, reduz o risco de câncer de mama. Uma das hipóteses é que os exercícios regulares, desde a infância, provocam um atraso na chegada da primeira menstruação, e que a conseqüente redução dos ciclos ovulatórios seria benéfica. Outro benefício é que os exercícios físicos melhoram o sistema imunológico ao estimular a produção de células que atacam microorganismos nocivos quando estes entram no nosso organismo.
Atividade física também diminui a tensão pré menstrual, estimulando a produção de endorfinas, substâncias que dão a sensação de bem estar. Além disso, reduz as doenças cardiovasculares, principal causa de morte em mulheres na pós menopausa.
Ou seja, a mulher moderna, do novo século, deve lembrar que tem pela frente uma vida longa.
É a longevidade, conquistada aos poucos pela medicina moderna, que deve dar um salto nos próximos anos com a biologia molecular (genética). Nada melhor do que aproveitar este tempo com qualidade de vida.
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